Categoria(s): Europa: Grécia, Atenas

Atenas – Impressões

 

Vista da Acrópole à noite

Visitei Atenas em setembro de 2017, numa viagem linda que fiz com meus pais e o Raphael, passando por 4 países. Durante as minhas pesquisas sobre o que fazer na Grécia, percebi que Atenas era quase uma cidade de passagem para muitos que vão em busca das belezas das ilhas gregas. Como amo muito uma praia, não fiz muito diferente. Reservei para Atenas apenas duas noites (1 dia inteiro), para dedicar mais tempo a Mykonos e a Kefalônia. Depois do que vi lá, percebi que deveria ter ficado no mínimo mais um dia inteiro.

 

Dia1

No primeiro dia, não deu para fazer muita coisa. No fim da tarde caminhamos pelos bairros de Psirri, Plaka e arredores e em seguida fomos jantar. Chegando em Atenas, a caminho do hotel, achei a cidade um pouco poluída visualmente. Uns prédios meio estranhos, sujos, mas logo que saímos para uma caminhada minha impressão já melhorou. A primeira praça que vi, em Monastiraki, era cheia de vida e movimento. Bares, restaurantes nos terraços dos hotéis com vista para a Acrópole, barracas de frutas e muita gente transitando. Em seguida, fomos para Plaka, onde escolhemos um dos vários restaurantes ao ar livre pra jantar. Há muitas opções por lá, assim como em Psirri, onde jantamos na noite seguinte. Enquanto o bairro de Plaka já consolidou sua fama, Psirri vem ocupando seu espaço no coração dos visitantes e moradores, com tavernas floridas, música, um povo animado e preços mais atrativos.

Mais um lindo por do sol na Grécia

Dia2

Como tínhamos o tempo curto, começamos o dia cedo e por volta de 08:30h já estávamos na Acrópole. Compramos os tickets e entramos sem fila, ainda com poucos visitantes. A primeira coisa que vi foi o Odeão de Herodes Ático, um teatro que teve sua construção iniciada possivelmente no ano de 174. Quando ainda intacto, possuía estrutura coberta com capacidade para 5000 pessoas. Durante muitos anos suas partes inferiores ficaram encobertas por entulhos, e somente no século XIX foram iniciadas as escavações. Hoje o teatro é usado para apresentações e festivais, inclusive, no dia da nossa visita estavam montando os equipamentos que se pareciam com os de uma orquestra. Eu adoraria ter ido, mas como não tinha tempo, não procurei saber o que de fato ia acontecer ali.

Odeão de Heródes Ático

Seguindo a visita, avistamos o templo de Atena Nike, protetora de Atenas, passamos pelo Propileu, o portão de entrada da Ácropole e finalmente ficamos diante do Parthenon. Não tem como olhar para um monumento daquela magnitude e não imaginar como se deu sua construção há tanto tempo atrás, sem o auxílio de nenhum dos equipamentos de construção dos quais dispomos atualmente. Realmente é algo bem impressionante. O nome Parthenon, deriva da estátua de Atena Partenos, revestida de ouro e marfim, que existia dentro do templo e mais tarde se perdeu em data e circunstâncias desconhecidas.

Parthenon

De todos os monumentos que vi, achei mais bonito o Erecteion, com suas seis cariátides em um dos pórticos, fazendo as vezes das colunas. Na verdade, as cariátides originais não estão na Acrópole. Cinco delas se encontram no Museu da Acrópole e uma, supostamente sequestrada no século XIX, está exposta no British Museum, em Londres.

Erecteion

Visitamos também o Teatro de Dionísio, o museu da Acrópole e fomos caminhando, até o estádio panatenáico, passando pelo Templo de Zeus Olímpico e pelo Zapeion. Esse dia foi puxado! Saindo do estádio fomos ainda na Ágora Romana e na Biblioteca de Adriano antes de almoçarmos. Depois do almoço, quase jantar, sentamos numa praça e ficamos observando o movimento.

Atenas foi uma cidade que me surpreendeu muito. Pegamos um dia lindo, de céu azul e calor. Além de toda a história da cidade e de seus monumentos, há parques, jardins e quem gosta da vida boêmia, tem dificuldade pra escolher pra onde sair. Ah, e tem o por do sol né, que parece ser fantástico em qualquer lugar da Grécia.

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